XI Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído

ENCAC

 

Vou participar do XI ENCAC  (Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído) que será realizado de 17 a 19 de agosto de 2011 em Búzios – RJ.

Apresentarei o artigo que fiz juntamente com a equipe de pesquisa do LABCECA – UFF (Laboratório de Conservação em Energia e Conforto Ambiental): “Bioclimatismo e Eficiência Energética em Protótipos de Habitação Social no Brasil”.

No retorno do evento, colocarei aqui os links dos artigos que na minha opinião tenham sido os mais interessantes para compartilhar com vocês!

Construção com técnicas e materiais não-convencionais

Temas de meu interesse – Bioarquitetura

Gerot1

Assisti ontem à palestra do Prof. Dr. Gernot Minke, titular da Universidade de Kassel, Alemanha realizada na PUC-Rio.

Quem tiver interesse, veja a relação de publicações dele no site: http://www.gernotminke.de/veroeffentlichungen/veroeffentlichungen.html

Em seus livros são abordadas as técnicas de construção em terra, barro, palha, bambu e telhado verde.

Workshop Acústica Arquitetônica Knauf 2009

Acústica Arquitetônica

Ontem estive no bistrô do MAC em Niterói prestigiando a palestra do meu amigo Fábio Brussolo da Thompson Motta, o que foi um imenso prazer, não só por mais uma oportunidade de estar no museu MAC,  projetado por Niemeyer, como por ouvir o Fábio falando sobre acústica, assunto no qual ele é simplesmente referência nacional.

Quem esteve presente entendeu que o arquiteto precisa estar atento à acústica em seus diferentes projetos e não somente nos projetos para auditórios, teatros, salas de música e cinema.  Recursos e elementos do projeto precisam “jogar a favor” de uma acústica adequada a cada Programa Arquitetônico.

Ao longo dos trabalhos que realizei até então percebi que determinadas soluções são mais aceitas em projetos industriais e comerciais que residenciais, onde a privacidade das salas de reuniões e de trabalho, a preocupação com o isolamento de maquinários e outros, leva o próprio cliente a entender a importância da acústica.

Paula Brasil e eu

Paula Brasil e eu

Foto: Arquitetos & Cia

Reidy – A Construção da Utopia

Filme sobre a trajetória de Affonso Eduardo Reidy, arquiteto e urbanista mais citado neste blog

Imperdível!

O filme será exibido nas seguintes sessões do Festival do Rio:
Quinta, 1 DE OUTUBRO, às 17:00h- Odeon Petrobras   sessão de gala para convidados;
Sexta, 2 DE OUTUBRO, às 15:00h- Odeon Petrobras  – sessão a preços populares seguida de debate.
Sábado 3  DE OUTUBRO, às 13:30h e às 19:40h – Estação Vivo Gávea 3

reidy.jpg

O Parque do Flamengo: uma paisagem com qualidade.

Através de breve abordagem, este estudo visa mostrar que o Parque do Flamengo é uma paisagem urbana de qualidade ambiental que pode ser comprovada pelos interesses de preservação que são manifestados pelos habitantes da Cidade do Rio de Janeiro. É um parque urbano que foi projetado, foi criado através de “pura” intervenção, fruto do planejamento urbano e vem sendo defendido de investidas exploratórias. Esforços vêm sendo feitos para a sua preservação, desde seu tombamento, em 1965.

Recentemente o Parque foi alvo de uma tentativa de intervenção do poder público e da iniciativa privada para exploração do seu solo, porém reações contrárias e bem sucedidas podem ser considerados indicadores da Qualidade Ambiental Urbana desta paisagem. Existe a comprovada valorização da população e o próprio tombamento de um parque “não-natural” poderia ser outro indicador de Qualidade reconhecida. Qualidade de um parque projetado, paisagem totalmente criada, mas que atende aos anseios e expectativas da cultura da população carioca.

Palavras-chave: Parque Urbano, Parque do Flamengo, Paisagem Urbana e Qualidade Ambiental.

I. DE SOLUÇÃO VIÁRIA À PAISAGEM VALORIZADA

O crescimento populacional da zona sul do Rio de Janeiro e a descentralização dos serviços, comércio e atividades da área central após a Segunda Guerra Mundial são fatores que fizeram com que a antiga Avenida Beira Mar não atendesse mais ao número crescente de veículos na ligação centro-zona sul e

“Impossibilitada de recorrer aos métodos tradicionais de cirurgia urbana, devido ao alto custo das desapropriações que seriam necessárias para o alargamento das principais artérias do Flamengo, Catete, Glória e Botafogo, a administração municipal resolveu então recorrer a outro meio, também tradicional no que toca à evolução da cidade: a conquista de novas áreas ao mar.” (ABREU, 2008)

Assim nasce o Aterro do Flamengo, que foi em parte formado pelomaterial do desmonte do Morro do Castelo. O objetivo do aterro seria articular e melhorar o tráfego. A iniciativa de criar um parque surgiu no governo de Carlos Lacerda que nomeou em 1961, para coordenar o projeto do parque, Maria Carlota de Macedo Soares, conhecida por Lota. A idéia de urbanizar o Aterro já era cultivada pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy desde seu trabalho como aluno assistente de Agache e atuando no Departamento de Urbanismo a partir de 1929. Reidy participa do planejamento do parque juntamente com Burle Marx e equipes. Ana Maria Magalhães, cineasta que está lançando o filme “Construção da Utopia” e sobrinha de Reidy, publica o comentário de sua tia em entrevista, onde a viúva de Reidy fala sobre a importância do Parque para o arquiteto:

“O problema é que falam que o projeto é da Lota ou de Niemeyer, ou que o então governador Carlos Lacerda fez, ou ainda que é de Burle Marx. Reidy normalmente não é citado. Aquilo vem desde o morro do Castelo, nos anos1930. Ele já sonhava em fazer esse Parque.”1

Segundo SILVA FILHO (2003), o Aterro do Flamengo foi projetado com “um desenho com inovações que buscam e conseguem dar uma adequação aos usos cotidianos da metrópole do Rio de Janeiro, então em processo de acelerada modificação urbana.” Para Lota, o Parque não poderia ser um espaço convencional. A idéia seria contribuir para a qualidade de vida e conter a ofensiva da especulação imobiliária e possibilitar a reconciliação dos cidadãos com sua cidade… A idéia era se criar um parque vivo.” (OLIVIERA, 2006).

As inaugurações do Parque do Flamengo em 1962 e do Parque do Ibirapuera em São Paulo em 1954, “apesar do caráter isolado, marcam a ruptura definitiva com a estrutura do velho desenho romântico de paisagismo, ainda bastante em voga na época.” (SILVA FILHO).

01.jpg

Parque do Flamengo. Fonte: OLIVEIRA apud BARDI, 1968

“Um simples corredor para carros poderá se transformar numa imensa área arborizada e acabará se convertendo num símbolo para a cidade” (LOTA, 1961)

II. A QUALIDADE DO PARQUE

Com estas afirmações podemos entender que condicionantes da Qualidade não poderiam ter sido deixados de lado no planejamento desta área, mesmo que ainda não normatizados ou institucionalizados, mas apenas levados pela boa técnica e pela boa prática. E tais parâmetros levados em conta para o alcance de bom padrão de Qualidade certamente influenciam nos resultados que se tem hoje em relação à percepção ambiental do Parque. Em passeio com crianças pela Cidade do Rio de Janeiro, a então mestranda Rafaela Mendes afirma:

“Saímos da mais bonita paisagem urbana do Rio de Janeiro, o Aterro do Flamengo para aportar, quase sempre, em bolsões de miséria e pobreza distribuídos pelos arredores da capital.”

Essa frase muito bem expressa a percepção do carioca a respeito do Parque. O Parque do Flamengo se apresenta como uma paisagem urbana com Qualidade, que parece responder às expectativas que a cultura da cidade onde ele se localiza valoriza. Se por um lado oferece opções de lazer à população, por outro representa para as elites culturais mais um marco do modernismo, que é do ponto de vista da produção arquitetônica e urbanística brasileira, um dos, senão “o” movimento de maior “qualidade artística” na área. Podemos ainda associar esta qualidade mencionada aos significados que esta paisagem tem para a comunidade em que se insere, pois é desta relação que poderemos concluir se tem valor agregado relevante para aqueles observadores ou não,porque segundo ANDRADE (2006), a identidade de uma paisagem “é conseqüência de elementos tanto materiais como imateriais” e para RIBEIRO EVARGAS apud Belgiojoso (1988),

“a qualidade urbana não é só morfologia; ele enfatiza também as condições fisiológicas, que se referem às atividades e à sua diversidade. Até os elementos mais visíveis são constituídos de elementos não definíveis esteticamente. Ao contrário, são expressos em termos de comunicação, de riqueza de estímulos, de mensagens, de informação e designificados.”

III. AS PROPOSTAS ATUAIS DE INTERVENÇÃO E A REAÇÃO DA POPULAÇÃO

Tendo o Parque do Flamengo todo esse significado positivo para o Rio de Janeiro, como local de lazer, de beleza, que faz parte de sua história, não passaria impune alguma intervenção inadequada e a população reagiu, como veremos a seguir. Tendo como pano de fundo o evento esportivo dos Jogos Panamericanos (PAN) ocorrido no Rio em 2006, um mega-empreendimento começou a ser erguido na área tombada do Aterro, “junto à enseada da Glória  e seu entorno imediato de um pool de comércio e serviços com a cessão de 10% da área pública do Parque. Esta é uma área não edificável que cedida à iniciativa privada materializaria ações completamente antagônicos ao espíritonorteador do Parque.” (OLIVEIRA, 2006). Além de ser uma ação que vai de  encontro com o tombamento deste Parque-patrimônio, afetaria a morfologia do mesmo com a implantação deste novo complexo, cujo uma das novas construções, com 200m de comprimento, teria a altura equivalente a um edifício de 6m de altura. Intervenção grandiosa na paisagem do Parque o que se achava que não ocorreria devido o tombamento vigente.

“Pelo seu tombamento (…) o Parque do Flamengo ficará protegido da ganância que suscita uma área de inestimável valor financeiro, e da extrema leviandade dos poderes públicos quando se tratar da complementação ou permanência de planos. Uma obra que tem como finalidade a proteção da paisagem e um serviço social para o grande público obedece a critérios ainda muito pouco compreendidos pelas administrações e pelos particulares”. Lota na ocasião do tombamento. (OLIVEIRA, 2006).

02.jpg

Impacto na paisagem pelas alterações previstas na Marina do Parque do Flamengo, Rio de Janeiro: 1. Volumetria em 1976; 2. Volumetria em março 2006, com acréscimos irregulares; 3.Volumetria pretendida no projeto de complexo turístico,2006 com obras iniciadas. FONTE: OLIVEIRA, 2006.

“Tais construções, se levadas adiante, criarão um obstáculo visual irreversível na frente do Pão de Açúcar e dos morros da Urca e Cara de Cão para qualquer observador que caminhar entre a área da marina e a Escola Naval ou passar de carro pelas pistas do Aterro”, segundo Joylce Dominguez, Movimento de Defesa do Parque do Flamengo. A obra foi embargada e isso ocorreu em grande parte devido o esforço das associações de moradores e ONGs, mostrando o que significa o Parque para o Rio de Janeiro, mas ainda existe o processo aplicado pela ação popular interposta por cidadãos junto ao Ministério Público e a luta pela preservação continua, pois ainda existem projetos propostos de proliferação de quiosques pelo Parque e ampliação do Terminal de Passageiros do Aeroporto Santos Dummont.

03.jpg

Obra embargada, estacas das fundações iniciadas. Fonte: Victor Pimentel, 2008. Arquivo da autora.

IV. CONCLUSÕES

Associamos aas manifestações citadas acima, esta valorização do Parque do Flamengo, estas atitudes de proteção ambiental e urbana desta área aos indicadores de Qualidade Ambiental desta paisagem porque segundo RIBEIRO et al apud CUTTER (1985), em relação ao conceito de qualidade de vida, a proposta seria o uso de indicadores de três ordens: sociais, ambientais e perceptivos, sendo que “aos dois primeiros elementos dá também uma dimensão perceptiva, isto é, de bem-estar ou não em relação a um elemento objetivo…e avaliar as condições objetivas também a partir da imagem subjetiva do indivíduo e de suas expectativas em relação ao lugar. A qualidade do meio ambiente é julgada mediante valores da sociedade.” E o Parque mostrou ter seu valor e conseqüente qualidade… Para MEINIG (1976), “a paisagem é um espelho importante que pode nos dizer muito sobre os valores que nós temos e, ao mesmo tempo, afetar aqualidade das vidas que levamos, existe sempre a necessidade de amplos debates sobre as idéias, impressões e preocupações com as paisagens que nós compartilhamos.” E o Parque do Flamengo se apresenta como um oportuno sujeito desta discussão do momento em que é reconhecido como um parque urbano tão sonhado e tão apreciado pela cultura carioca. Tudo isso mostra também que o carioca participa da construção desta paisagem, a população do Rio vem escrevendo sua história com o Parque e vem tentando “defender” esta paisagem que foi implantada como uma intervenção “corretiva”, do momento em que foi apropriado um espaço de transição entre bairros como um espaço de lazer e símbolo para a cidade. Segundo Olivier Dollfus, é por meio dessa história de longa duração que se constitui um “sistema população/ cultura/ espaço”. E o Parque do Flamengo está desta forma incorporado na cultura da população, que o percebe como um espaço de Valor e Qualidade.

V. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Maurício de A. A evolução urbana do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IPP, 2008.

COSTA, L. M.S.A. . Parque do Flamengo: a construção cotidiana de um espaço democrático. Paisagem e Ambiente – Ensaios, São Paulo, v. 8, p. 211-229, 1995. **

ENEPEA. Encontro Nacional de Ensino de Paisagismo em Escolas de Arquitetura e Urbanismo no Brasil. 8ª edição. Tema – Paisagismo: História e Projeto. São Paulo:

FAUUSP, FAAC E UNESP, 2006. ANDRADE, Inês El-Jaick. Apropriação e identidade da paisagem cultural: Parque do Aterro do Flamengo. São Paulo: FAUUSP

HOLANDA, Nestor de. Itinerário da paisagem carioca. Nestor de Holanda. Rio de Janeiro, RJ : : Letras e Artes, , 1965.

MEINIG, Donald W. O Olho que Observa: dez versões da mesma cena. “Landscape Architecture” Vol. 66. American Society of Landscape Architecture, 1976. Tradução: Werther Holzer. Rio de Janeiro: UFF.

OLIVEIRA, Ademir L.. Parque do Flamengo: uma avaliação de um parque urbano sobo ponto de vista do uso do espaço. 2007. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) -Universidade Federal Fluminense. OLIVEIRA, Ana Rosa e BARROSO, Maria G. SOS Parque do Flamengo.Disponível em: <<http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc162/mc162.asp>>

OLIVEIRA, Ana Rosa. Parque do Flamengo: instrumento de planificação e resistência(1). Disponível em: <<http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp395.asp>> SILVA FILHO, Demóstenes F.. Silvicultura Urbana – O desenho florestal da cidade.

Disponível em: << http://www.ipef.br/silvicultura/urbana.asp>>

Nota:

1 Entrevista com a cineasta e atriz Ana Maria Magalhães sobre a finalização do filme sobre a obra e o pensamento do arquiteto franco-brasileiro Affonso Eduardo Reidy.Disponível em: << http://www.arcoweb.com.br/entrevista/entrevista117.asp>>

ROTATING TOWERS

020.jpg

 Dubai Tower

Não poderia deixar de falar aqui do mais comentado evento da arquitetura atual (atualíssimo): o lançamento das Torres Giratórias do arquiteto David Fischer, ocorrida há menos de um mês!

032_moscow.jpgMoscou Tower                    montaggio.jpg

Dr. Fischer estudou arquitetura em Florença, na Itália, lugar de tantas belezas arquitetônicas, mas que também me remete à vanguarda na tecnologia construtivo, pois quando “penso Florença”, “vejo” a cúpula da Catedral Santa Maria del Fiori (foto abaixo).

cupula.jpg storia_15.jpg

Sua grandiosa cúpula foi projetada por Filippo Brunelleschi, no final do século XIII, quando de forma extremamente bem resolvida, foi por ele desenvolvido um processo construtivo para assentar de forma abobadada os 4 milhões de tijolos sobre a forma octogonal da base, desenvolvendo inclusive as máquinas que os elevaram e auxiliaram na sua construção, inovando em relação ao sistema tradicional em estruturas similares a andaimes de madeira que só eram desmontados ao final da execução da obra.

Com isso, não só a estética e a forma da cúpula são louváveis, mas as novidades tecnológicas que ela trazia naquele momento para os processos construtivos.

Assim também Fischer traz novidades com as suas torres giratórias que serão executadas em sistema totalmente pré-fabricado e pré-montado no que diz respeito às instalações das unidades, utilizando os conceitos de instalações da outra invenção de Fischer, já bem conhecida, dos “banheiros prontos” ou “Smart Bathroom”.

box-sezioni.jpg

Os apartamentos serão formados por módulos chamados “Ready to use box”, que já chegarão “prontos” à obra e serão conectados ao cilindro eixo central que será executado em concreto. O processo da construção com isso terá maior agilidade, limpeza do canteiro de obras, menor quantidade de mão-de-obras, um processo produtivo menos poluidor e consumidor de energia. Vamos acompanhar de perto para entender este processo construtivo, que para mim é mais interessante do que propriamente “girar” os apartamentos…

Serão instaladas turbinas eólicas horizontais entre os andares para a geração de energia para o edifício, além da instalação de células foto voltaicas nos tetos dos apartamentos, além de outras técnicas de economia de recursos e eficiência energética. E buscarão a certificação LEED do Green Building Council.

Tudo para ser uma obra de grande importância tecnológica, mas confesso que não me empolguei com a sua solução estética… A de Dubai me dá a impressão de muita imponência (adequado ao local, sem dúvida) e um quase “medo”, a de Moscou, que será a segunda na seqüencia executiva, ainda me agrada mais um pouco, mas a importância destas obras para a arquitetura, ao cumprirem com seus discursos tecnológicos, será inegável.

prefabrication_01.jpg

11 de dezembro – DIA DO ARQUITETO

The Quadracci Pavilion of the Milwaukee Arts Museum - foto de Flipped Out on Flickr

Aos meus colegas arquitetos: PARABÉNS!

Um dia Goethe disse: “A arquitetura é música petrificada”. E ao analisar as obras de grandes arquitetos, como Santiago Calatrava (de quem sou fã “de carteirinha”), podemos  ouvir o que eles têm a dizer com suas “maravilhosas melodias da arquitetura”.

A foto acima é o Quadracci Pavilion of The Milwaukee Arts Museum.

TIBÁ – Ecotécnicas em habitação

tiba.gif

Resolvi voltar a ler um livro que havia comprado e guardado. “Manual do Arquiteto Descalço” de Johan van Lengen, arquiteto holandês, pesquisador em energia solar, fixou-se no Brasil na década de 80 e fundou o grupo TIBÁ.

Continuando os posts na idéia de sustentabilidade, de soluções para a nossa sobrevivência na Terra, acho que vale ressaltar o trabalho deste do grupo, que ministra cursos sobre as chamadas ecotécnicas de construção. Bio-arquitetura, geobiologia (também conhecida como Medicina do Habitat) e muitos outros temas muito interessantes e mais atuais do que nunca.

Profissionais da área de construção civil e leigos interessados podem procurar pelos cursos que eles oferecem em vários pontos do Brasil. Vou me inscrever em um deles de depois escreverei a respeito. Ah, vale uma visita ao site.

22 de setembro – Dia Mundial Sem Carro

selo_sem_carro.jpgCom o objetivo de pressionar autoridades para o desenvolvimento de políticas públicas de transporte coletivo mais eficiente, de redução da poluição e do trânsito, a mobilização DIA MUNDIAL SEM CARRO surgiu em 1998 na França, coordenada pela União Européia.
No dia 22 de setembro de 2007, o mundo todo irá reduzir o tráfego de carros e motos! O Edifick apóia através de post, esta campanha!
Vale pegar uma carona, um ônibus, bicicleta, caminhada… Não vale, neste dia, o transporte individual. No site Planeta Sustentável, veja maiores detalhes desta campanha.

Os ciclistas de Curitiba propõem alternativas permanentes para estimular o transporte eficiente. O que já pela proliferação de idéias simples e viáveis fazem valer à pena datas como esta.